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"Lei e Evangelho" (1529), de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553)

“Lei e Evangelho” (1529), de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553)

Os efeitos do Evangelho são de natureza completamente diferente. Eles consistem em que, em primeiro lugar, o Evangelho, ao exigir a fé, nos oferece e dá a fé na própria exigência. Quando nós pregamos ao povo: Creiam no Senhor Jesus Cristo, Deus lhes dá a fé através de nossa pregação. Nós pregamos fé, e toda a pessoa que não resiste obstinadamente, obtém fé. Não é, na verdade, o mero som físico da palavra falada que produz este efeito, mas o conteúdo da palavra.

O segundo efeito do Evangelho é que ele de modo algum condena o pecador, mas tira dele todo terror, todo medo e toda angústia, e o enche de paz e alegria no Espírito Santo. Quando o filho pródigo volta para casa, o pai não se refere nem com uma única palavra à conduta abominável e horrível do filho. Ele não diz nada, nada mesmo, a respeito de tudo isso. mas se atira nos braços do filho, beija-o e lhe prepara uma maravilhosa festa de boas-vindas. Essa é uma parábola gloriosa que nos mostra o efeito do Evangelho. Ele remove toda inquietude e nos enche com uma paz celestial e abençoada.

Em terceiro lugar, o Evangelho não exige nada da pessoa: não exige um bom coração, boa disposição, condição melhor, piedade, santidade, nem amor para com Deus ou para com o próximo. Não dá nenhuma ordem, mas modifica o indivíduo. Ele planta o amor no seu coração e o torna capaz de toda boa obra. Não exige nada, mas dá tudo. Tudo isso não é motivo para nós saltarmos de alegria?

– C. F. W. Walther, A correta distinção entre Lei e Evangelho, pág. 33.

Fonte: Teologia e Liturgia Luterana

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Ir na Igreja = Ser igreja

Ir na Igreja = Ser igreja

“Não há salvação fora da Igreja!”

Essa é uma frase dita pelos primeiros cristãos, que inclusive em dos primeiros credos insistiam em dizer “Creio na Santa Igreja”, como vemos documentada em pais da Igreja, como Agostinho (430), Justino (165), Irineu (200), e confirmada também por reformadores, como Calvino e Lutero, e em credos e confissões de fé protestantes.

Alguns, de forma equivocada (como em pessoas onde reconhecemos amor e obediência a Deus, e fé irrestrita na Palavra de Deus), ou de forma maldosa mesmo (como vemos certos falsos profetas, barbudos ou não, pela internet) têm dito que quando nós reproduzimos que não há salvação fora da Igreja Cristã que nos referimos a denominações religiosas e templos.

Uma simples pesquisa sobre a história da Igreja Cristã já desmistifica essa alegação. Se os protestantes fossem mesmo a favor de que somente em instituições humanas e templos que somos salvos, não teríamos saído da Igreja Católica. Isso não faz mesmo o menor sentido.

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É possível ser cristão verdadeiro e ser um grande pecador ao mesmo tempo? Como ser honesto e íntegro consigo mesmo e ainda se considerar um seguidor de Cristo? Dá para continuar no Caminho e andar após tantos tropeços? Para começar a responder essas perguntas é bom lembrar que NINGUÉM, exceto o próprio Cristo, viveu uma vida de perfeita obediência à vontade do Pai. Quem se acha perfeitamente santo se faz arrogante fariseu. Todos os homens estão contaminados pelo pecado. Somos doentes espiritualmente e necessitamos do Jesus Médico, estamos perdidos e precisamos do Jesus o Pastor que orienta para a direção certa. Cristo, e somente Ele, nunca confessou pecados nem pediu perdão ao Pai. Mas nos ensinou a fazer isto, sempre.

Quanto mais nos aproximamos e conhecemos Deus mais nos sentimos pecadores. Quanto mais nos aproximamos de Cristo, neste mundo caído, mais nos sentimos terríveis pecadores. Os cristãos mais santos que existiram se sentiam os mais distante da perfeita santidade de Cristo. Os discípulos que andaram juntos com Cristo por anos, que experimentaram uma extraordinária santificação, normalmente se desentendiam e brigavam entre si.

O que o Inimigo de nossas almas mais quer é que recuemos em perseverar na fé e que nos consideremos indignos ao ponto de não sermos honrados para sermos chamados de cristãos, mas ninguém é digno de ser chamado cristão, isso é graça! O cristão é um miserável verme pecador, só que, com sua imensa dívida paga com o preciso sangue de Cristo. Porém, o pecado nos faz sofrer, pois entristece o Espírito Santo, que por sua vez incomoda a nossa consciência. Essa é a verdade. Temos uma luta interna. Quem diz que não tem esse conflito é um grande mentiroso.

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Às vezes esquecemos o básico e queremos resolver equações mais complicadas

Fazer grandes coisas por meios imperceptíveis, eis a lei de Deus.

Merle D’Albigné

 

Uma nova Reforma acontecerá não com um Martinho Lutero ou um grande líder mundial carismático mas com milhares de cristãos simples com o espírito cooperador de Lutero. Deus deseja verdadeiros colaboradores. Lutero, Calvino, Knox, Edwards, Spurgeon e outros tiveram sua valiosa importância para Deus e para o mundo como grandes líderes cristãos, mas um servo de Cristo não trabalha primordialmente  para se destacar como um grande líder reformador, apenas faz seu trabalho com a motivação correta de glorificar a Deus, como os reformadores fizeram, se Deus em sua graça quiser exaltar um dos seus servos, isso pertence só a Sua soberana vontade. Os grandes reformadores não trabalharam para tornarem-se grandes por si, mas tão somente viveram de acordo com a vontade de Deus, através do sacrifício, da fé, da humildade, da disciplina e motivação correta, daí puderam ser úteis para Deus no mundo, e seus frutos permanecem.

Neste exato momento o Espírito Santo está se movendo sobre todas as nações e levantando um novo exército de pessoas comuns, de simples discípulos, de obreiros normais, de somente servos. Milhares de homens e mulheres, apenas simples seguidores de Cristo levaram, levam e levarão a Palavra de Salvação para pessoas em todos os lugares. Como ouvirão se não há quem pregue?  Aqueles que levam a mensagem da Cruz de modo humilde e anônimo têm o poder de levar a Palavra do Salvador onde ninguém levou. O Senhor quer trabalhadores comuns que façam sua parte sem desejar destacarem-se por isso, mas que tão-somente cumpram sua tarefa, missão e chamado. Deus pode fazer nascer uma comunidade cristã em um dia ou em uma semana ou um mês, o que normalmente levaria um ano aos olhos de incrédulos. Deus levanta pessoas improváveis em lugares improváveis para chamar seus eleitos e reunir sua amada Igreja. O Senhor não despreza os mais desprezíveis e insignificantes servos do seu povo. Ele trabalha com pequenos átomos para revolucionar comunidades inteiras. É preciso clamar a Deus por sua visão, sem a qual não haverá ânimo verdadeiro.

É normal para o mundo pensar em termos de status e títulos, o mundo busca reconhecimento e destaque. E isso tem influenciado muitos cristãos. A busca pelo reconhecimento é uma armadilha sedutora. Ouça: Deus ama o menor e mais simples discípulo, Ele não vê superficialmente, mas vê o coração e visita com alegria os quebrantados. Não há necessidade maior do que ser um simples servo de Cristo para Deus. O Pai deseja um relacionamento de verdade com seus filhos, nada mais. Não coloque seu orgulho, auto-suficiência e tradição entre seu relacionamento real com Deus. Cristo quer servos integralmente, sem hipocrisias e sem reservas. Lembrando que nossa capacidade vem de Deus. — Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus. 2 Coríntios 3:5.

Faça o que poucos fazem: o básico; o fundamental. Quanto mais um servo de Cristo quer ser útil, mais ele descobre como é difícil ser simples. É fácil desviar-se do caminho com muitas luzes ofuscando a visão. Mas ninguém pode impedir você de seguir seu chamado, nem legiões de demônios ou homens. Junte-se ao exército de servos anônimos e morra como um desconhecido indigente para o mundo, se necessário, mas não busque glórias humanas. Busque em primeiro lugar a aprovação dAquele que vê em secreto. Busque servir a Deus em lealdade, com diligência, amor, abnegação e finalidade. Isto é o mais simples e difícil.

Tenha fidelidade ao seu chamado e à verdade. Aceite com humildade e alegria o lugar determinado por Deus, quer este lugar seja de destaque ou não. Sirva sem murmuração, mas com alegria de coração. O Senhor deu dons a indivíduos de carne e osso para que sirvam, para que multipliquem, frutifiquem. Não se torne negligente, mau e infiel. Os campos estão prontos para a colheita, é preciso visão para enxergar e vocação para ouvir e obedecer. — Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. João 15:14.

Que Deus capacite você a usar sua vocação para glória dEle.

“Deus está procurando pavios para queimar. O óleo e o fogo são gratuitos”. (Hudson Taylor, missionário inglês na China).

Raniere Menezes

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Já de cara, a resposta é não. A doutrina arminiana, ou pior, a pelagiana é tão impregnada no brasileiro que a doutrina Bíblia da soberania de Deus sobre a salvação do homem é algo que chega até a ofender algumas pessoas acostumadas a acreditar que o ser humano é “dono de si mesmo” e Deus “repeita nosso ‘Livre Arbítrio'”. Bom, Livre Arbítrio é assunto para outra postagem, mas a realidade sobre a nossa salvação é MUITO boa. Se a salvação estivesse em nossas mãos, em nossa vontade de fazer o que Deus manda, vamos falar a verdade, já a teríamos perdido faz muito tempo, né? E como Deus é totalmente Santo e Justo, não deveríamos recuperar de volta, mas Ele é bom e misericordioso e salva seus eleitos pela graça, e dá a fé como agente desta salvação, como o primeiro benefício desta salvação. Não só passamos a enxergar a Verdade sobre Deus, mas passamos a crer nesta verdade por obra única e exclusiva dEle, já que nós somos incapazes por nós mesmos de acreditar de verdade em tudo que Ele diz, o que implica obedecer o que Ele diz, mas sempre preferimos fazer as coisas do “nosso jeito”.

A má notícia é que esse “nosso jeito” não é, na extrema maioria das vezes” o jeito que Ele quer as coisas, então, não temos condições de manter a salvação por nós mesmos. A boa notícia é que Ele nos ama tanto e sua graça é tão abundante, que Ele mantém a salvação pela misericórdia que Ele tem por quem Ele se revelou através do Espírito Santo, dos que crêem no nome de Jesus e dobram seus joelhos a Ele com sinceridade de coração, com a fé que Deus dá aos seus filhos eleitos. Ele prometeu: (mais…)

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Ele ganha todos os debates teológicos. Ele sabe tudo sobre tudo. Ele é muito chato!!

Cuidado com ele. Ele é o “Super Crente”!!

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Por: Mark Driscoll

“Mas tenho contra ti que toleras. . . “-Jesus Cristo, em Apocalipse 2:20

Vivemos em uma cultura que ama a tolerância. Estamos informados de que devemos valorizar igualmente a todos e aceitar todos os estilos de vida. Naturalmente que isso não se aplica para aqueles que são considerados “intolerantes”. Você não será incentivado a tolerar os “intolerantes”.

E muitas vezes, como cristãos, porque acreditamos que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus e fonte de toda verdade moral, quando pregamos a Bíblia fielmente, somos considerados “intolerantes”, que é o “pecado” supremo da cultura de hoje em dia.

Como pessoas que amam a Jesus e amam o próximo, a pergunta é: Como podemos pregar fielmente Jesus e a Bíblia em uma cultura que valoriza mais a tolerância do que a verdade? Como Igreja, podemos e devemos ser tolerantes?

A resposta curta é sim. Mas, como com qualquer coisa, a questão é mais complicada que um simples sim.

Então vamos falar sobre a tolerância cristã: O que é isso? O que não é?

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