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Posts Tagged ‘luteranos’

Luteranos e sua vida social

Luteranos e sua fé na vida social

“Qual é a relação entre as doutrinas da justificação e santificação, e a ética luterana?”

Para responder a essa pergunta, três tópicos devem ser analisados e devidamente sintetizados. Em primeiro lugar, tanto justificação e santificação deve ser definidos, comparando e contrastando-os uns com os outros. A segunda é que a forma da vida cristã santificada deve ser explorada e descrita. O último tópico é explicar a sua relação com a ética.

“Justificativa” é geralmente definida como a explicação ou razão para uma determinada ação ou ocorrência. Por exemplo, a minha “justificativa” para estar atrasado para a aula pode ser que foi um acidente de carro na minha frente na estrada que tornou a viagem excepcionalmente longa. No caso do cristão, a “justificativa” que necessitamos é a razão pela qual somos capazes de permanecer como seres humanos pecadores diante de um Deus perfeitamente justo, essa razão é chamada de “justificação”, porque somos justificados em por uma razão aceitável (aceitável para Deus, no nosso caso). Para evoluir a este ponto, os seres humanos são justificados diante de Deus porque o que Filho encarnado do Pai, Jesus de Nazaré, fez através de sua vida e morte expiatória. Esta “justificação” não é em qualquer forma merecida pela humanidade, mas é oferecida gratuitamente aos seres humanos por Deus. Os seres humanos se apropriam para si mesmos os benefícios desta oferta, isto é, ser capaz de estar diante de Deus, apesar de nossa pecaminosidade, apenas pela confiança nEle. Esta confiança é criada em nós pelo próprio Deus Espírito Santo, quando a mensagem desta “justificação”, a boa notícia ou Evangelho de Jesus, é pregada ou ensinada. Desta forma, podemos dizer que a justificação é oferecida pela misericórdia de Deus, Somente pela Graça (Sola Gratia), e apropriada pela confiança, ou, somente pela fé (Sola Fide). Assim, “justificação” é o “caminho” cristão para a relação estabelecida entre todos os seres humanos e Deus por Jesus, em um sentido, e entre os seres humanos individualmente e Deus pela confiança em Jesus, de uma forma mais particular.

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"Lei e Evangelho" (1529), de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553)

“Lei e Evangelho” (1529), de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553)

Os efeitos do Evangelho são de natureza completamente diferente. Eles consistem em que, em primeiro lugar, o Evangelho, ao exigir a fé, nos oferece e dá a fé na própria exigência. Quando nós pregamos ao povo: Creiam no Senhor Jesus Cristo, Deus lhes dá a fé através de nossa pregação. Nós pregamos fé, e toda a pessoa que não resiste obstinadamente, obtém fé. Não é, na verdade, o mero som físico da palavra falada que produz este efeito, mas o conteúdo da palavra.

O segundo efeito do Evangelho é que ele de modo algum condena o pecador, mas tira dele todo terror, todo medo e toda angústia, e o enche de paz e alegria no Espírito Santo. Quando o filho pródigo volta para casa, o pai não se refere nem com uma única palavra à conduta abominável e horrível do filho. Ele não diz nada, nada mesmo, a respeito de tudo isso. mas se atira nos braços do filho, beija-o e lhe prepara uma maravilhosa festa de boas-vindas. Essa é uma parábola gloriosa que nos mostra o efeito do Evangelho. Ele remove toda inquietude e nos enche com uma paz celestial e abençoada.

Em terceiro lugar, o Evangelho não exige nada da pessoa: não exige um bom coração, boa disposição, condição melhor, piedade, santidade, nem amor para com Deus ou para com o próximo. Não dá nenhuma ordem, mas modifica o indivíduo. Ele planta o amor no seu coração e o torna capaz de toda boa obra. Não exige nada, mas dá tudo. Tudo isso não é motivo para nós saltarmos de alegria?

– C. F. W. Walther, A correta distinção entre Lei e Evangelho, pág. 33.

Fonte: Teologia e Liturgia Luterana

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rosalutero

O “Livro de Concórdia”, ou “Fórmula de Concórdia”, é um documento oficial e confessional que os luteranos têm como base interpretativa das Escrituras oficial de questões que foram polêmicas entre os luteranos no século XVI e ressoam até hoje entre as congregações e paróquias luteranas pelo mundo. Este documento é fruto de décadas de debates de luteranos de vertentes e pensamentos diferentes, que aconteceu no século XVI, aonde foram definidos pontos de Concordância (Concórdia) entre os cristãos adeptos da fé luterana.

Conheça abaixo a Fórmula de Concórdia das Igrejas Luteranas, texto extraído e adaptado do blog Teoligado: (mais…)

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“um homem que é justificado ainda não é um homem justo, mas está no próprio processo de mover-se em direção à justiça” – Martinho Lutero.

A definição de Legalismo que uso aqui é a popular, que é tentar se salvar, ou ser melhor que os outros, através da Lei.

Muito jovens e adolescentes estão sendo atraídos pelo legalismo, por regras rígidas de comportamento, de culto religioso, de pensamento político, enfim, eles parecem confusos neste mundo confuso e se deixando levar por propostas que aparentemente traduzem a religião cristã, com suas propostas regeneradoras e transformadoras de santidade, em algo muito mais estreito do que já é, para que (teoricamente) só um grupo muito pequeno de pessoas possa ser salvo, mas que na verdade fogem da santidade bíblica, mas pregam um ascetismo impossível de ser cumprido, ou seja, com regras não unânimes e concordes entre elas, ignoram o Evangelho, a História da Igreja e colocam regras que só levam à perdição, não à salvação.. Além do fato de que cada sub-grupo legalista tem suas regras próprias, ou seja, é impossível evoluir segundo o legalismo.

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A gente zoa, trolla, tira um sarro, mas evitem sentir raiva das pessoas que falam heresias, tentem avaliar se a pessoa é mesmo mal-intencionada, ou se ela apenas está equivocada, se apenas não tem conhecimento bíblico e por isso fala besteira.

Se der para identificar que a pessoa é mesmo mal intencionada, é falsa no cristianismo, nosso papel é evitar pessoas assim e alertar os irmãos contra os falsos profetas, mas tomar cuidado que nós também não sejamos condenáveis em nossas reações. Os apóstolos e profetas, inspirados pelo Espírito comentaram, condenaram, até mesmo xingaram os falsos irmãos, mas tomavam cuidado por eles mesmos, para avaliarem conforme a Palavra de Deus. Devemos condenar essas heresias e desaconselhar sim o envolvimento com os falsos profetas, como a Bíblia diz, mas também orar por esses “inimigos”, como também a Bíblia diz, evitar um sentimento impuro, ou mesmo pecaminoso, por essas pessoas. Deus é justo quando odeia e misericordioso quando ama, nós somos pecadores, não temos esse equilíbrio, por isso é bom evitar as obras da carne e frutificar conforme o fruto do Espírito nesses casos, mesmo odiando as heresias e abominações que tais falsos profetas cometem. Não sabemos os planos de Deus para eles, Deus pode se apiedar e salvar algum deles. Vamos ser vigilantes.

Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Romanos 12:18
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.  Gálatas 5:19-23
Se identificarmos que a pessoa é equivocada, não é conhecedora da Bíblia, então nossa atitude pode ser diferente. Podemos acolher o mais fraco, ajudar a entender melhor as coisas de Deus e está aí uma boa oportunidade de ajudar a Igreja a se edificar e levar pessoas a um relacionamento mais profundo com Jesus. Podemos sim tirar um sarro da burrada, condenar a atitude errada, alertar para o erro, mas tomar cuidado que nosso coração não seja condenável.

Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem. Mateus 15:18-20
Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. 1 Timóteo 1:5

Temos que tomar cuidado com as sentenças que damos às pessoas. Sejamos justos, vamos combater a heresia e o pecado, mas com o coração puro e cheio de amor pelos perdidos, para quem cheguem ao conhecimento da Verdade, como a nós também foi revelada pelo Espírito Santo.

Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. (João 7:24)
Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas.
Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo.
Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.
Filhinhos, escrevo-vos, porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados. 
1 João 2:9-12

Ah! Sobre o título.. Não estou entrando na onda do Rick Warren, ok? Foi só para chamar atenção mesmo.. hehehe.

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A Reforma da Igreja Cristã começou em 1517, com o frei Martinho Lutero afixando 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha, certo? Errado.

Antes de Lutero, vários movimentos tentaram mudar a Igreja Católica Ocidental e traduzir a Bíblia para que o povo tivesse acesso à Palavra de Deus e pudesse seguir a Deus diretamente, à maneira direta de Cristo, sem interferências de terceiros. Um deles foi John Huss, um padre da região da Boêmia que queria que a Igreja voltasse aos moldes bíblicos de maneira geral e não só de maneira fragmentada, como era na época. Esse padre foi perseguido por esse amor a Deus e ao próximo, para que o próximo adorasse a Deus diretamente, e foi morto por esse amor.

Em um texto de John Piper, compilado por um blog na internet, lemos o seguinte: O teólogo britânico, R. C. Sproul faz uma curiosa observação. Cem anos antes da ordenação de Lutero, o reformador da Boêmia, Jan Hus havia sido condenado à fogueira pelo famigerado Concílio de Constança (1415), sob a sentença de “pecado de heresia”. Hus teria dito ao bispo que ordenou a sua execução: “Você pode cozinhar este ganso, mas há de vir um cisne que não será silenciado”. Não era apenas um vaticínio, era um jogo de palavras. Seu nome, Hus, significa ganso na língua Tcheca.

Ao ser ordenado na capela agostiniana em Efurt, Lutero foi deitado com seus braços esticados na forma de cruz na base do altar da capela. Curiosamente, o lugar exato onde Lutero estava deitado, havia uma inscrição no piso de pedra que indica que abaixo do lugar estava sepultado o bispo que ordenara a execução de Jan Hus. Sproul confessa: “É uma grande tentação revisar a História e atribuir ao bispo uma resposta apropriada às palavras de Hus que um cisne surgiria. Gosto de pensar que o bispo respondeu: “Sobre meu cadáver!” De fato, foi sobre seu cadáver que o cisne foi ordenado”. (Fonte: Só Pra constar)

Deus não se surpreende, nem se sente impotente diante de nada. Que tal celebrarmos esse Deus que fez essa obra por nós?

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Ecclesia Reformata Semper Reformanda Est

 

“…vou descrever com minhas débeis forças,

esperando que a beleza do assunto

suprirá minha insuficiência”.

D’Aubigné

 

O Monge e o Papa

         A Reforma Protestante do décimo-sexto século foi um movimento regenerador para o que devia reviver, porém conservador para o que deve sempre existir. Por definição, a Reforma foi um grande ato de amor pela verdade, pela santidade e eternidade; foi um movimento que não procurou interesses materiais, temporais e terrestres; buscou fins nobres e elevados, procurou tesouros espirituais. Foi uma marcha gloriosa de uma igreja militante. Lamentavelmente o mesmo não pode ser dito das igrejas antes tradicionais de hoje, de modo geral, sem desculpas, ela está encharcada com as preocupações deste mundo pós-moderno.

Todos os anos, dia 31 de outubro, comemoram-se o dia da Reforma Protestante. Superficialmente a história é bem conhecida, há quase 500 anos a Igreja Católica Romana apareceu sob o domínio do papa Leão X – como bem resumiu o historiador D’Aubigné -: “em todo o seu poder, esplendor e glória. Um monge fala, e este poder e esta glória se abatem de súbito na metade da Europa”. Como muitos sabem, Martinho Lutero deu início em 1517 a maior revolução do segundo milênio, deflagrou uma abertura religiosa sem precedentes, a qual é sentida até os dias de hoje, embora, positivamente, cada vez menos, bem menos.  (mais…)

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