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Posts Tagged ‘Deus’

 

Satanism

 

Lutero explica o Segundo Mandamento : “Não tomarás o nome do Senhor
teu Deus em vão” , como segue:

Devemos temer e amar a Deus e então não amaldiçoar, jurar, usar artes satânicas, mentir ou enganar pelo Seu nome, mas invocá-lo em todas as necessidades, orar, louvar e dar graças .

Pessoalmente, eu sempre achei o comentário de Lutero sobre as artes satânicas curioso. Certamente os cristãos não devem se envolver com o ocultismo, mas isto não é óbvio? O “Artes Satânicas” inclui coisas como feitiçaria, bruxaria, adivinhação, adoração ao diabo, etc, cristãos não estão imunes a participar destas coisas, então talvez o lembrete de Lutero é bem-vindo, no final das contas.

Mas as artes satânicas nem sempre aparecem em formas tão grosseiras como estas. Como alguém que procura se disfarçar como um “anjo de luz” (2 Coríntios 11:14), Satanás, muitas vezes, nos envolve com formas mais sutis de suas artes, a maior das quais é apresentar uma falsa doutrina como se fosse divina. Satanás é um mestre do engano, e até mesmo as igrejas da Galácia, apesar de ter ouvido São Paulo pregar ( Gálatas 1:8 ), eram suscetíveis à falsa doutrina. Em Gálatas 3:01, o apóstolo lamenta: “quem vos fascinou (encantou) a vós?”

Lutero descreve este “fascínio”, ou “encanto” como algo que ocorre quando o diabo nos faz ver ou ouvir coisas que não estão realmente lá. Ele escreve:

“Assim, Satanás tem a capacidade incomum para tocar todos os sentidos de tal forma que você jura que viu, ouviu ou sentiu algo que você nunca viu, ouviu, etc ” [1]

Este encantamento, ou feitiçaria, pode ocorrer tanto no plano físico quanto no espiritual. No plano físico, ele pode ser tão simples como imaginar que você viu ou ouviu algo assustador. No reino espiritual, envolve ver ou ouvir coisas nas Escrituras que não estão realmente lá, ou seja, a falsa doutrina. Lutero nos adverte a nos proteger contra esta bruxaria espiritual, onde o diabo trabalha internamente, com opiniões plausíveis e idéias sobre a doutrina, por que, como eu já disse, ele consegue “enfeitiçar” os corações dos homens ao ponto que eles juram que suas ilusões mais fúteis e ímpias são a mais certa verdade . [2]

Deve-se observar, em primeiro lugar, que Lutero descreve essa falsa doutrina como “opiniões plausíveis”, que as pessoas “juram” que são “a mais certa verdade.” Ou seja, elas parecem ser os ensinamentos mais perfeitamente razoáveis ​​para a mente racional. Portanto, devemos estar constantemente em guarda contra opiniões que soam ortodoxas, sendo que, na verdade, contrariam a Palavra de Deus.

Mais recentemente , o papa Francisco emitiu uma “opinião que soa bem ortodoxa”, em que ele afirmou que “a misericórdia de Deus não tem limites, se alguém se vira para ele com um coração sincero e contrito, a questão para quem não acredita em Deus está na obediência a própria consciência”. [3 ] De acordo com o papa, você não precisa acreditar em Deus, e muito menos Jesus, para ser salvo. Tudo o que é necessário é “obedecer a própria consciência.”

O Catecismo da Igreja Católica afirma esta doutrina quando diz que os que não conhecem o Evangelho de Cristo não por culpa própria, e a Sua Igreja, mas que, no entanto, busca a Deus com um coração sincero, e, movido pela graça, tente em suas ações fazer a vontade de Deus que eles conhecem através da sua própria consciência – estes também podem alcançar a salvação eterna. [4]

A idéia de que a salvação existe para aqueles que não ouviram o Evangelho é agradável o suficiente para a mente racional. Mas este ensinamento é problemático porque contraria Escritura, que afirma que Jesus é o único caminho para o Pai, para além de quem não há salvação; que nossas obras não contam nada diante de Deus, e, se for assim, então Cristo morreu em vão (João 14:6, Atos 4:12, Romanos 3:20, Gálatas 2:21).

Uma maneira que Satanás nos levou a reduzir nossas defesas contra a falsa doutrina é mudando a nossa forma de falar sobre isso. Não mais comumente se referem aqueles que ensinam falsa doutrina como sendo ” enfeitiçado ” (Gl 3:01 ), ou praticantes da arte satânica. Em vez disso , adotamos uma linguagem que coloca a doutrina falsa em pé de igualdade como a verdade do Evangelho. O que São Paulo e Lutero chamaram de feitiçaria, hoje chamamos de “interpretações”.

 

Essa linguagem pode parecer à primeira vista neutra, como se estivéssemos recusando de fazer um julgamento da verdade ou erro de um ensinamento. Mas, na verdade, isso é um julgamento, estamos dando uma mesma legitimidade a todos os pontos de vista. Assim também a doutrina da presença real é vista como apenas mais uma “interpretação” das palavras da instituição, juntamente com a “interpretação” de que é algo simbólico (como se fossem igualmente válidos). Para dar a impressão de que a falsa doutrina é uma mera interpretação ao invés de bruxaria ou as arte satânica cresce com a preocupação de evitar ofender as pessoas a todo custo, mesmo que isso signifique ofender a Deus.

Tornar a falsa doutrina como algo divino é a mais alta das artes satânicas. Satanás fica satisfeito quando uma apresentação grosseira da doutrina faz efeito, mas quando isso não funciona, ele não vai desistir. Ele é um mestre da meia-verdade, e até mesmo da “verdade maior”. Ele vai preservar o máximo da verdade, se necessário, de modo a tornar seu ensino atraente, até mesmo divino. Mas até mesmo uma ligeira impureza é suficiente para tornar uma doutrina letal. Um pouco de fermento leveda toda a massa (1 Coríntios 5:6). Se formos nos proteger contra a arte satânica de impureza doutrinária, devemos nos aplicar diligentemente para a distinção adequada entre Lei e Evangelho, a maior arte para o
cristão. Tornando-se hábil nesta arte é a melhor maneira de se proteger contra as artes satânicas e santificar o nome de Deus.

Porque o nome de Deus é santificado “quando a Palavra de Deus é ensinada em sua verdade e pureza, e nós, como filhos de Deus, também devemos levar uma vida santa de acordo com ela”. [5] Que o nosso querido Pai do céu nos ajudar a fazer isto.

[1] cf . a edição americana de Palestras de Lutero sobre Gálatas (
1535 ) , p. 191 .

[2 ] Ibid . , 192.

[3 ]http://www.zenit.org/en/articles/pope-francis-letter-to-the-founder-of-la-repubblica-italian-newspaper

[4] Cf. Catecismo da Igreja Católica , n 847 , citando a Lumen
Gentium do Papa Paulo VI .

[5] Lutero, Catecismo , a explicação da primeira petição.

Traduzido de: Steadfast Lutherans

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Neste programa da Cristo Para Todos, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, uma reflexão de algumas pessoas que têm a Bíblia como regra de fé e prática sobre o assunto. Confiram:

 

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“um homem que é justificado ainda não é um homem justo, mas está no próprio processo de mover-se em direção à justiça” – Martinho Lutero.

A definição de Legalismo que uso aqui é a popular, que é tentar se salvar, ou ser melhor que os outros, através da Lei.

Muito jovens e adolescentes estão sendo atraídos pelo legalismo, por regras rígidas de comportamento, de culto religioso, de pensamento político, enfim, eles parecem confusos neste mundo confuso e se deixando levar por propostas que aparentemente traduzem a religião cristã, com suas propostas regeneradoras e transformadoras de santidade, em algo muito mais estreito do que já é, para que (teoricamente) só um grupo muito pequeno de pessoas possa ser salvo, mas que na verdade fogem da santidade bíblica, mas pregam um ascetismo impossível de ser cumprido, ou seja, com regras não unânimes e concordes entre elas, ignoram o Evangelho, a História da Igreja e colocam regras que só levam à perdição, não à salvação.. Além do fato de que cada sub-grupo legalista tem suas regras próprias, ou seja, é impossível evoluir segundo o legalismo.

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Extraído de: O Tempora! O Mores!
 
 
Em sua recente entrevista à revista VEJA, Rob Bell usou a declaração bíblica “Deus é amor” como argumento para embasar sua expectativa de que ao final todos os seres humanos serão salvos.

Não quero aqui repetir as observações que fiz à tal entrevista em post anterior. Vou me concentrar apenas numa análise crítica do uso desta frase “Deus é amor” por Rob Bell e seus seguidores.

Vou começar lembrando que antes de Rob Bell outros já usaram esta expressão bíblica (1Jo 4.8 e 16) para defender ideias estranhas. Cito particularmente os defensores do teísmo aberto ou da teologia relacional. Para eles, o atributo mais importante de Deus é o amor. Todos os demais estão subordinados a este. Richard Rice, um proponente do teísmo aberto, em seu artigo “Biblical Support for a New Perspective” [“Base Bíblia para uma Nova Perspectiva”] publicado num livro de teístas abertos cita um leque eclético de neo-ortodoxos e liberais, tais como Heschel, Barth, Brunner, Kasper e Pannenberg para apoiá-lo na afirmação que o amor “é mais importante que todos os outros atributos de Deus”, até mesmo “mais fundamental… O amor é a essência da realidade divina, a fonte básica da qual se originam todos os atributos de Deus.” 

Com base neste conceito da predominância do amor, eles negam que Deus conheça o futuro, pois seu amor o impede de limitar a liberdade de suas criaturas de qualquer modo ou maneira. Deus é amor, e isto significa que ele é sensível para com suas criaturas e que constrói o futuro junto com as decisões delas. O futuro, portanto, é sempre aberto e indeterminado. Nem Deus o conhece, pois em nome do amor abriu mão da sua onisciência. (mais…)

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Pós-modernidade odeia rótulos. Geração mimimi.

Nesses tempos loucos da pós-modernidade, abraçar uma verdade, ter uma convicção, compartilhar essa convicção com as pessoas é algo que chega a ser muito ofensivo para muitas pessoas mais acostumadas ao relativismo e que acreditam que não se deve haver “verdades absolutas”, por isso qualquer “rótulo” ou nomenclatura para se definir um conceito ou uma crença deve ser combatido em nome da “diversidade”, ou da “unidade”, defesa comum entre nós evangélicos. Na prática, isso quer dizer que os cristãos não devem ter rótulos, até mesmo o rótulo “cristão”, que é bíblico (Atos 11:26), tem ofendido a muitos que se dizem acima do cristianismo histórico que acreditam que nem esse rótulo deva ser usado entre os crentes em Jesus, para que se respeite o humanismo, a diversidade e a diversidade que nossa sociedade secular e descompromissada com as coisa prega tanto.

Nem vou me alongar nesse assunto. A pós-modernidade está errada, como o Mundo sempre esteve errado, porque nunca quis se curvar à vontade de Deus e sempre pregou contra aquilo que Deus diz e a favor do pecado. Este texto tem a intenção de resolver alguns pontos mal entendidos pelos críticos do protestantismo por causa de nossa nomenclatura.

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É possível ser cristão verdadeiro e ser um grande pecador ao mesmo tempo? Como ser honesto e íntegro consigo mesmo e ainda se considerar um seguidor de Cristo? Dá para continuar no Caminho e andar após tantos tropeços? Para começar a responder essas perguntas é bom lembrar que NINGUÉM, exceto o próprio Cristo, viveu uma vida de perfeita obediência à vontade do Pai. Quem se acha perfeitamente santo se faz arrogante fariseu. Todos os homens estão contaminados pelo pecado. Somos doentes espiritualmente e necessitamos do Jesus Médico, estamos perdidos e precisamos do Jesus o Pastor que orienta para a direção certa. Cristo, e somente Ele, nunca confessou pecados nem pediu perdão ao Pai. Mas nos ensinou a fazer isto, sempre.

Quanto mais nos aproximamos e conhecemos Deus mais nos sentimos pecadores. Quanto mais nos aproximamos de Cristo, neste mundo caído, mais nos sentimos terríveis pecadores. Os cristãos mais santos que existiram se sentiam os mais distante da perfeita santidade de Cristo. Os discípulos que andaram juntos com Cristo por anos, que experimentaram uma extraordinária santificação, normalmente se desentendiam e brigavam entre si.

O que o Inimigo de nossas almas mais quer é que recuemos em perseverar na fé e que nos consideremos indignos ao ponto de não sermos honrados para sermos chamados de cristãos, mas ninguém é digno de ser chamado cristão, isso é graça! O cristão é um miserável verme pecador, só que, com sua imensa dívida paga com o preciso sangue de Cristo. Porém, o pecado nos faz sofrer, pois entristece o Espírito Santo, que por sua vez incomoda a nossa consciência. Essa é a verdade. Temos uma luta interna. Quem diz que não tem esse conflito é um grande mentiroso.

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Um vídeo muito interessante e didático do R. C. Sproul com a explicação sobre as diferenças das vontades decretiva e preceptiva de Deus:

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