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Archive for janeiro \27\UTC 2014

Luteranos e sua vida social

Luteranos e sua fé na vida social

“Qual é a relação entre as doutrinas da justificação e santificação, e a ética luterana?”

Para responder a essa pergunta, três tópicos devem ser analisados e devidamente sintetizados. Em primeiro lugar, tanto justificação e santificação deve ser definidos, comparando e contrastando-os uns com os outros. A segunda é que a forma da vida cristã santificada deve ser explorada e descrita. O último tópico é explicar a sua relação com a ética.

“Justificativa” é geralmente definida como a explicação ou razão para uma determinada ação ou ocorrência. Por exemplo, a minha “justificativa” para estar atrasado para a aula pode ser que foi um acidente de carro na minha frente na estrada que tornou a viagem excepcionalmente longa. No caso do cristão, a “justificativa” que necessitamos é a razão pela qual somos capazes de permanecer como seres humanos pecadores diante de um Deus perfeitamente justo, essa razão é chamada de “justificação”, porque somos justificados em por uma razão aceitável (aceitável para Deus, no nosso caso). Para evoluir a este ponto, os seres humanos são justificados diante de Deus porque o que Filho encarnado do Pai, Jesus de Nazaré, fez através de sua vida e morte expiatória. Esta “justificação” não é em qualquer forma merecida pela humanidade, mas é oferecida gratuitamente aos seres humanos por Deus. Os seres humanos se apropriam para si mesmos os benefícios desta oferta, isto é, ser capaz de estar diante de Deus, apesar de nossa pecaminosidade, apenas pela confiança nEle. Esta confiança é criada em nós pelo próprio Deus Espírito Santo, quando a mensagem desta “justificação”, a boa notícia ou Evangelho de Jesus, é pregada ou ensinada. Desta forma, podemos dizer que a justificação é oferecida pela misericórdia de Deus, Somente pela Graça (Sola Gratia), e apropriada pela confiança, ou, somente pela fé (Sola Fide). Assim, “justificação” é o “caminho” cristão para a relação estabelecida entre todos os seres humanos e Deus por Jesus, em um sentido, e entre os seres humanos individualmente e Deus pela confiança em Jesus, de uma forma mais particular.

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Pintura representando Lutero apontando para Cristo durante pregação

Pintura representando Lutero apontando para Cristo durante pregação

Meditação de Martim Lutero

Leia em sua Bíblia: 2 Samuel 22.1-7

O meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu baluarte e o meu refúgio”. (v. 3)

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do céu e da terra. Não deposito minha confiança em homem nenhum deste mundo, nem em mim mesmo, tampouco em minha força, capacidade, bens, piedade ou qualquer outra coisa que eu possua. Não confio em criatura nenhuma, quer no céu, quer na terra.Considero e confio tão-somente no Deus único, invisível, incompreensível, que fez os céus e a terra, e que está acima de todas as criaturas. Também não me assusta a maldade do diabo e sua companhia, pois meu Deus está acima de todos eles. Creio em Deus, mesmo que todos me abandonem ou persigam. Continuarei crendo, mesmo que eu seja pobre, tolo, ignorante e desprezado e careça de tudo. Eu creio, mesmo sendo pecador. Pois esta minha fé deve e precisa estar acima de tudo que é e que não é, acima de pecado e virtude, acima de tudo o mais, para que a fé se apegue única e exclusivamente a Deus, como insiste o primeiro mandamento.

Também não desejo nenhum sinal da parte de Deus para colocá-lo à prova. Confio nele sempre, por mais que ele tarde, e não lhe determino o alvo, o tempo, a medida ou o meio, mas, em fé verdadeira e franca, deixo tudo entregue a sua vontade divina.

Uma vez que ele é todo-poderoso, qual a necessidade que ele não me poderá suprir? Já que ele é Criador do céu e da terra e Senhor de tudo, quem poderá roubar-me ou causar-me dano? Sim, como não poderiam todas as coisas cooperar para o meu bem, se tenho o favor daquele a quem estarão sujeitas e obedecem todas as coisas?

Por ser ele Deus, é capaz e sabe fazer com que tudo coopere para o meu bem. Por ser ele Pai, quer fazer isso e realmente o faz de boa vontade. E porque não duvido, mas confio nele, certamente sou seu filho, servo e herdeiro eterno, e ser-me-á feito conforme a minha fé.

 

Fonte: Portal Luteranos

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"Lei e Evangelho" (1529), de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553)

“Lei e Evangelho” (1529), de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553)

Os efeitos do Evangelho são de natureza completamente diferente. Eles consistem em que, em primeiro lugar, o Evangelho, ao exigir a fé, nos oferece e dá a fé na própria exigência. Quando nós pregamos ao povo: Creiam no Senhor Jesus Cristo, Deus lhes dá a fé através de nossa pregação. Nós pregamos fé, e toda a pessoa que não resiste obstinadamente, obtém fé. Não é, na verdade, o mero som físico da palavra falada que produz este efeito, mas o conteúdo da palavra.

O segundo efeito do Evangelho é que ele de modo algum condena o pecador, mas tira dele todo terror, todo medo e toda angústia, e o enche de paz e alegria no Espírito Santo. Quando o filho pródigo volta para casa, o pai não se refere nem com uma única palavra à conduta abominável e horrível do filho. Ele não diz nada, nada mesmo, a respeito de tudo isso. mas se atira nos braços do filho, beija-o e lhe prepara uma maravilhosa festa de boas-vindas. Essa é uma parábola gloriosa que nos mostra o efeito do Evangelho. Ele remove toda inquietude e nos enche com uma paz celestial e abençoada.

Em terceiro lugar, o Evangelho não exige nada da pessoa: não exige um bom coração, boa disposição, condição melhor, piedade, santidade, nem amor para com Deus ou para com o próximo. Não dá nenhuma ordem, mas modifica o indivíduo. Ele planta o amor no seu coração e o torna capaz de toda boa obra. Não exige nada, mas dá tudo. Tudo isso não é motivo para nós saltarmos de alegria?

– C. F. W. Walther, A correta distinção entre Lei e Evangelho, pág. 33.

Fonte: Teologia e Liturgia Luterana

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